A crônica de hoje é especial, foi escrita por uma amiga minha, confiram ai:
O valor de uma memória
Dia de arrumar guarda-roupa outra vez, que coisa chata, ninguém merece. Tirar coisas do lugar e arrumar tudo, isso me cansa só de pensar.
Mas isso tudo tem um lado bom. Mexer em coisas guardadas lá no fundo da gaveta trás lembranças dos momentos bons e divertidos que às vezes é difícil lembrar com a correria do dia a dia. Recordar é sempre bom. Pego então uma foto onde eu tinha uns três anos de idade, com minha irmã, um casal de gêmeos (primos), minha outra prima e meu avô, todos numa rede. As memórias retornam para os momentos em que nós brincávamos juntos, era tão divertido. Não perdíamos tempo com celular ou computador, simplesmente íamos arranjar alguma coisa pra fazer. Brincar de apresentador de TV, de casinha, ir à pracinha andar de patins, o que na maioria das vezes resultava nos meus grandes e épicos tombos... Mas a melhor de todas com certeza foi quando enchemos a varanda da vovó de linha e de costura e brincamos de passar entre elas sem encostar. Lembro-me desse dia como a melhor brincadeira que inventamos entre primos, mesmo parecendo simples, pra mim era mágico.
Penso comigo mesma: “Que saudades disso tudo. Pena que não dá pra voltar no tempo...”
Sofia Guzzo
“Às vezes você nunca saberá o valor de um momento até ele virar uma memória.”
DR. Seuss
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